O livro “Açores-Canadá” dá-nos a conhecer mais sobre a história da América do Norte, com foco especial na área canadense.
Passando por vikings e alguns outros exploradores que se aventuraram com o intuito de encontrar a tão proclamada “Terra Nova”, temos que referir uma família importante, no que toca à história da navegação portuguesa no Canadá: os Corte-Reais. No caso, iremos falar sobre Gaspar Corte-Real, que em junho de 1500 teria encontrado uma terra à qual apelidou de “Terra Verde” que seria, na verdade, a “Terra Nova”.
No ano de 1501, Gaspar Corte-Real teria partido com a sua tripulação para fazer uma viagem de 4 meses, onde acabariam por avistar terra. Em outubro do mesmo ano, terão sido enviados para Portugal dois navios: o primeiro, supostamente, em 8 de outubro de 1501 com 7 nativos a bordo e um segundo, que terá chegado por volta de 11 de outubro de 1501, com 50 indígenas. Além disto, a frota de Gaspar Corte-Real teria dado nomes a muitos dos acidentes geográficos nas zonas de Labrador, Terra Nova e Nova Escócia – hoje utilizados como Cape Boavista, Baccalieu Island, Conception Bay e Cape Raze.
Em sua homenagem, foi erguida uma estátua em St. John’s, Terra Nova, no ano de 1963. Foi sugerida a colocação desta mesma estátua no território canadense, não só devido aos feitos de Gaspar Corte-Real, mas ainda com o intuito de celebrar a descoberta da Terra Nova e a ligação desta com Portugal, em especial à pesca de bacalhau na área e como símbolo de agradecimento pela amabilidade do povo da zona para com os pescadores portugueses.
Esta estátua, todavia, em tempos mais recentes, foi vandalizada devido à ligação de Gaspar Corte-Real com o tráfico de escravos, já que, para alguns, esta estátua apenas é um símbolo de colonialismo, supremacia branca e eurocentrismo, que remete para a escravização do povo indígena e da sua forçada viagem até Portugal.
Para mais informações sobre este tema, poderá comprar o livro “Açores-Canadá”, que estará à venda brevemente.
Last modified: 16 de Março, 2023




