"Açorianos em São Domingos", de Luíz Nilton Corrêa

14.00

“Em 1940, um grupo de micaelenses seguiu como emigrante para um país, pouco conhecido da América Central, chamado República Dominicana. Esse país que divide o território da ilha Hispaniola com a República do Haiti, na época, 1940, fomentava uma política de desenvolvimento populacional e económico focada na imigração, seja através do aliciamento de imigrantes com um pacote de privilégios aparentemente muito interessante, ou através da simples “abertura de portas” para os milhares de refugiados de guerra, primeiro, da Guerra Civil Espanhola, e depois para europeus fugidos da II Guerra Mundial. Para esse grupo de micaelenses, a saída dos Açores em direção à República Dominicana foi uma estratégia que levou a resultados desesperadores, sofrendo as consequências de uma política de desenvolvimento populacional mal concebida e acabando por regressar após meses de sofrimento, ainda mais pobre e doente, porém, socorrido por uma vasta rede consular, de parentescos e de apoios das diversas comunidades açorianas, com conexões nas Bermudas, Estados Unidos da América e Açores, sendo, finalmente, repatriado por conta do Governo da época.”

ING

"In 1940, a group of Micaelenses followed as emigrants to a country, little known in Central America, called Dominican Republic. This country that shares the territory of the island Hispaniola with the Republic of Haiti, at the time, 1940, was promoting a population and economic development policy focused on immigration, either by enticing immigrants with an apparently very interesting package of privileges, or by simply "opening the doors" to thousands of war refugees, first, from the Spanish Civil War, and then to Europeans fleeing World War II. For this group of Micaelenses, leaving the Azores for the Dominican Republic was a strategy that led to desperate results, suffering the consequences of an ill-conceived population development policy and eventually returning after months of suffering, even poorer and sicker, however, helped by a vast consular network, of kinships and support from the various Azorean communities, with connections in Bermuda, the United States of America and the Azores, and finally being repatriated on behalf of the government of the time."