A mais antiga notícia que nos fala da saída de alguns casais para o Brasil é-nos fornecida por Gaspar Frutuoso, primeiro historiador micaelense (1522-1591).
Em 1677 as ilhas do Faial e do Pico sofreram fortes abalos sísmicos que destruíram algumas freguesias, deixando as respetivas populações na miséria e na desgraça. Em face dessa situação alarmante, dezenas de famílias abandonam a sua terra e embarcam para o Brasil em busca de uma vida melhor. Os emigrantes assentaram sobretudo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde se formaram, no decorrer do século XVIII, grandes colónias.
Em 1700 a corrente emigratória para o Brasil tornou-se bastante forte. Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os locais preferidos pelos imigrantes açorianos. Com isto constituíram-se nessas regiões grandes colónias de açorianos, cuja linguagem e maneira de falar típica influenciaram o português do Brasil.
Em 1800 a emigração para o Brasil atingia grandes números, todavia nem tudo era um “mar de rosas”. Eram muito comuns as más condições de trabalho assim como muitos emigrantes partiam presos a um contrato preestabelecido de pelo menos, cinco anos e muitos destes contratos eram ilegais e eram, na realidade, uma maneira de disfarçar situações de exploração assim como escravatura, nomeadamente a escravatura branca.
Na segunda metade do século XIX a vontade de emigrar para o Brasil começou a ser substituída pelo desejo de emigrar para os Estados Unidos da América.
Devido à presença açoriana no Brasil existem instituições relacionadas com a cultura açoriana como é o caso das Casas dos Açores, assim como realizam, ainda nos dias de hoje, celebrações da cultura açoriana como é o caso das festas do Espírito Santo.
Last modified: 10 de Novembro, 2021



