Primeiro rancho de romeiros sai à rua em Sainte-Thérèse, perto de Montreal

No passado dia 30 de Março, Sexta-Feira Santa, o 1. ° Rancho de Romeiros de Ste-Thérèse acabou por se pôr a caminho. Com apenas 17 elementos (14 + 3, estes formados pelo Pai, Filho e Espírito Santo), o rancho dirigido pelo Mestre João Vital percorreu um trajeto de mais ou menos três horas, que o levou a percorrer Sainte-Thérèse, de um extremo ao outro, parando nas igrejas situadas através do percurso para os habituais cânticos e orações. A primeira peregrinação de um rancho de romeiros pelas ruas de SteThérèse, terminou na Eglise Coeur Immaculé-de-Marie, no Boulevard Desjardins quando já passava do meio-dia. No entanto e antes de ali chegar, o rancho ainda passou pelo cemitério local. Com muito pouca gente a segui-lo, os elementos do 1.° Rancho de Romeiros de Ste-Thérèse não precisaram de levar merendas, visto o percurso ser curto e não muito demorado. De resto, no final há sempre um pequeno beberete, que serve essencialmente para confraternização dos romeiros entre si e seus acompanhantes. Outra novidade, e esta deveras surpreendente, foi a ausência dos tradicionais bordões…. Do que não faltou, como não podia deixar de ser, pois então o rancho seria tudo menos um rancho de romeiros, foram os xailes, alguns lenços e a cruz, por sinal levada por uma mulher cinquentenária… por falta de crianças e/ou jovens. Mas a novidade maior veio do facto de o 1.° Rancho de Romeiros de Sainte-Thérèse ter sido composto por apenas dois homens, a contar com o Mestre João Vital! (…)

Em resumo, o que se pode dizer desta experiência que foi o Primeiro Rancho de Romeiros de SteThérèse é que João Vital, um Mestre credenciado, com passagens por ranchos como o de Lagoa (S. Miguel) e de Montreal, tem muito trabalho pela frente se quiser que a experiência se repita em 2019. E a melhor maneira de isso ser possível é de começar já a definir o que quer para o futuro, recrutando mais género masculino, e, sobretudo, jovens para que esta tradição secular micaelense, que se diz ter começado no século XVI, em Vila Franca do Campo, por via do terramoto que ali teve lugar, quase arrasando a Vila por completo, se perpetue nesta terra de imigração.

Fonte: Exclusivo LusoPresse/ Diário dos Açores edição do dia 07 de abril 2018

Publicado a 9 Abril, 2018