Da fotografia de um açoriano nasceu o livro “A Décima Ilha”

O livro começa com a história de como a jornalista Diana Marcum, premiada com um Pulitzer e repórter no Los Angeles Times, conheceu a comunidade açoriana. “Eu trabalhava num pequeno jornal, antes de ir para o Los Angeles Times e tudo começa com uma fotografia que deixaram na minha secretária, de um homem a lavrar a terra comum arado puxado por bois, ao mesmo tempoque falava aotelemóvel. Vi logo uma ‘história’ nesta fotografia”, explica a autora do livro.

Este homem era um açoriano da ilha de São Jorge e Diana ficou maravilhada com esta figura que, ao mesmo tempo, parecia ter um pé no século XIX e outro no século XXI. Diana Marcum foi conhecer pessoalmente este homem, que lhe disse que podia perfeitamente usar um trator para lavrar, mas preferia os bois porque lhe faziam lembrar a sua terra – ‘the old country’ – de onde ele tinha partido em criança em busca do sonho americano.

Mais recentemente, Diana Marcum descobriu também o verdadeiro significado do que é a “Décima Ilha’, que para ela começou por ser um lugar concreto – a comunidade açoriana na Califórnia. No fundo, há uma ‘Décima Ilha’ em cada comunidade açoriana fora do arquipélago. Conforme refere a escritora, a ‘Décima Ilha’ é o que os açorianos carregam dentro de si onde quer que vão.

Jornal Açoriano Oriental, 15 de novembro de 2018, p.2

Da fotografia de um açoriano nasceu o livro “A Décima Ilha”

Publicado a 16 Novembro, 2018